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"Handmade - The Skin I Live In" de Filipa Paisano - Terminal B
12/01/2019, sábado - 08/02/2019, sábado
Mercado Municipal 1.º de Maio, Barreiro A arquitectura espontânea e não autorizada surge ligada a um modus operandi muito particular. É uma arquitectura sem arquitecto, alheia à legislação e aos regulamentos e resulta de uma relação informal com os lugares ocupados. Os elementos estruturais ou decorativos são concebidos para responder rapidamente a duas importantes necessidades: rápida apropriação espacial e satisfação de necessidades do seu morador. São reutilizados materiais, mescladas texturas, reciclados pré-fabricados e a economia de meios é levada ao limite. É além de uma relação social com espaço, uma relação arquitectónica, levando a composições mais complexas e elaboradas de acordo com as necessidades do habitar. São soluções que por vezes podem ser agrupadas e padronizadas, uma vez que nestas arquitecturas existe o cuidado de copiar mimeticamente estilos, reinterpretando e replicando a sua gramática através da colagem pessoal e pitoresca. Resultam fachadas com uma estética particular, que são retratos de um modo de habitar daquele morador. Estes gestos informais, documentados pela fotografia e o desenho, resultam numa experiência onde o fio condutor é a procura de soluções de mutualidade e de arquétipos entre estas duas realidades: a arquitectura convencional e a marginalizada. Ana Paisano nasceu em 1990, em Lisboa. Estudou Arquitectura na Faculdade de Arquitectura de Lisboa e completou o Mestrado em Arquitectura na Universidade de Tóquio, no Japão. O seu projecto e tese de final de mestrado recebeu o prémio ARCHIPRIX Portugal 2015. Desde então, tem trabalho como arquitecta no Japão, Portugal, Índia e China. Na sua prática profissional usa a fotografia como meio de exploração e comunicação visual, investigando sobre a interface entre Arquitectura, produção manual e os materiais.
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